Tarda o amor,
Segredo inverso
Crente na fátua luz…
In e explosão!!!!
Fragmento…
Aliteração…
Jogo de sombras
Ondas de rebentação…
Pó de universo esmagado,
Adormecido,
Do nada o eu sagrado
Rebenta o chão,
Cinge o sol,
Adormece
Ao de leve sobre os nenúfares
Do azul celeste.
Tarda o amor,
Quadro vazio
Tingido por um quebranto
Sombrio.
O verde campestre
Aglutina-te ao encanto.
Há-de ser passado
Tímida trajectória
Presente memória.
Tarda o amor…
Debaixo deste alpendre
Hei-de vê-lo passar.
Procurar? Encurta
Ou cava ausência?
Todo o elemento
Clama o uno universal.
Tarda o amor.
Tarda o amor
Mas não cansa.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Cavalo de Tróia
o cavalo está feridO,
cavalga com um carrO
entranhado no ventrE.
sabE
que as rodaS
aumentam-lhe a velocidadE.
cuida com a caudA
a ferida... mantendO
o humano presO
ao volantE.
cavalga com um carrO
entranhado no ventrE.
sabE
que as rodaS
aumentam-lhe a velocidadE.
cuida com a caudA
a ferida... mantendO
o humano presO
ao volantE.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Desabafos
A lado o rato
Vai para a toca
Tomou remédio
Num bar da doca
Para fugir ao tédio
E ao dono da roca.
Balofo o gato
Amante de cachimbo
Expele aroma burguês
Ancorado no limbo
Torpe e soez
Tomando o cacimbo
Pelo rato cortês.
A formiga despachada
Despertou-lhe inveja
Não pelos tímidos passos
Mas pela ciência que coteja
Na marcha dos finos espaços
E do labor que graceja.
O cão inútil
Refastelado no sofá
Navega na internet
Sem grande afã
A noite deixa-o inerte
E adormece com suco de maçã
Até à hora da toilette.
Vai para a toca
Tomou remédio
Num bar da doca
Para fugir ao tédio
E ao dono da roca.
Balofo o gato
Amante de cachimbo
Expele aroma burguês
Ancorado no limbo
Torpe e soez
Tomando o cacimbo
Pelo rato cortês.
A formiga despachada
Despertou-lhe inveja
Não pelos tímidos passos
Mas pela ciência que coteja
Na marcha dos finos espaços
E do labor que graceja.
O cão inútil
Refastelado no sofá
Navega na internet
Sem grande afã
A noite deixa-o inerte
E adormece com suco de maçã
Até à hora da toilette.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
O ilusionista
Senhoras e Senhores,
Meninos e meninas
O admirável, o fenomenal… Ilusionista!
Primeiro número
Um cubo transmuta-se
Infinitamente até ao nada.
Vejam!
Palmas senhores!
Palmas!
Segundo Número
Do chapéu de coco saltam coelhos,
Tigres, camelos e elefantes!
Esplêndido!
Palmas senhores,
Palmas!
Terceiro Número
Dos olhos quietos brotam moedas,
Notas, cheques, cartões multibando,
Contas bancárias e por fim um banco comercial!
Espantoso, não é?!
Palmas senhores!
Palmas!
Quarto número
Do bolso do casaco
Aos lenços, sucedem-se lençóis,
Edredões, tapetes e por fim
Uma confecção!
Magnífico!
Palmas senhores!
Palmas!
Quinto número
A auxiliar é serrada
E embalada às postas.
Soberbo!
Palmas senhores e senhoras!
Meninos e meninas
Palmas!
Sexto número
Migração do público
Em patos!
Maravilhoso!
Batam asas!
Grasnem!
Sétimo e último número
“Perante vocês, anuncio-vos
O Vosso próximo presidente.
Votem! Votem nele! Já sabem:
“Com o ilusionista a presidente
O país vai para a frente!”
Ilusionista amigo
O povo está contigo.
Ilusionista amigo
O povo está contigo.
Ilusionista amigo
O povo está contigo.
Meninos e meninas
O admirável, o fenomenal… Ilusionista!
Primeiro número
Um cubo transmuta-se
Infinitamente até ao nada.
Vejam!
Palmas senhores!
Palmas!
Segundo Número
Do chapéu de coco saltam coelhos,
Tigres, camelos e elefantes!
Esplêndido!
Palmas senhores,
Palmas!
Terceiro Número
Dos olhos quietos brotam moedas,
Notas, cheques, cartões multibando,
Contas bancárias e por fim um banco comercial!
Espantoso, não é?!
Palmas senhores!
Palmas!
Quarto número
Do bolso do casaco
Aos lenços, sucedem-se lençóis,
Edredões, tapetes e por fim
Uma confecção!
Magnífico!
Palmas senhores!
Palmas!
Quinto número
A auxiliar é serrada
E embalada às postas.
Soberbo!
Palmas senhores e senhoras!
Meninos e meninas
Palmas!
Sexto número
Migração do público
Em patos!
Maravilhoso!
Batam asas!
Grasnem!
Sétimo e último número
“Perante vocês, anuncio-vos
O Vosso próximo presidente.
Votem! Votem nele! Já sabem:
“Com o ilusionista a presidente
O país vai para a frente!”
Ilusionista amigo
O povo está contigo.
Ilusionista amigo
O povo está contigo.
Ilusionista amigo
O povo está contigo.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
12 Belos Poemas
A Maria amA.
…………………………
A Ana deu à luZ
……………………………
A Clarisse sorrI.
…………………………….
O António abraçA.
…………………………..
O sol está pungentE.
…………………………………
A noite caiu tépida e serenA.
……………………………….
O melro canta a alvoradA.
………………………………..
A árvore floriU.
………………………….
A flor frutificoU.
…………………………….
As borboletas paparicam as floreS.
……………………………….
O galo anuncia o novo diA.
………………………………
E tudo isto começou num charco por acasO,
Onde não havia nem pintores, nem fotógrafos, nem jornalistaS…
…………………………
A Ana deu à luZ
……………………………
A Clarisse sorrI.
…………………………….
O António abraçA.
…………………………..
O sol está pungentE.
…………………………………
A noite caiu tépida e serenA.
……………………………….
O melro canta a alvoradA.
………………………………..
A árvore floriU.
………………………….
A flor frutificoU.
…………………………….
As borboletas paparicam as floreS.
……………………………….
O galo anuncia o novo diA.
………………………………
E tudo isto começou num charco por acasO,
Onde não havia nem pintores, nem fotógrafos, nem jornalistaS…
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Ela (a duas vozes)
Lá vai ela
Com t-shirt da Florbella
Sim, lá vai ela!
Na mão leva uma Lewis Botton
Na outra um Lulu
Pela trela.
Sim, na mão
Segura uma cadela!
Os óculos BanR
Torna-lhe os olhos escuros.
Pelo sim, pelo não
Ficam mais seguros!
A anca deambula
Serena e sensual!
Magnífica! Natural!
Tingiu de oiro o cabelo
E as unhas acrescentos.
Sim! Novos argumentos!
O decote molda-lhe
Os belos seios.
Sem constrangimentos!
Sem receios!
A saia desenha-lhe
Metade da perna!
A outra meiga e terna!
Sinto-lhe o Chanel
Em final de Verão.
Toda a flor
Tem um dia sim e um dia não!
Entra num cabriolet
E descompõe-se.
Só o cão
É que não!
Com t-shirt da Florbella
Sim, lá vai ela!
Na mão leva uma Lewis Botton
Na outra um Lulu
Pela trela.
Sim, na mão
Segura uma cadela!
Os óculos BanR
Torna-lhe os olhos escuros.
Pelo sim, pelo não
Ficam mais seguros!
A anca deambula
Serena e sensual!
Magnífica! Natural!
Tingiu de oiro o cabelo
E as unhas acrescentos.
Sim! Novos argumentos!
O decote molda-lhe
Os belos seios.
Sem constrangimentos!
Sem receios!
A saia desenha-lhe
Metade da perna!
A outra meiga e terna!
Sinto-lhe o Chanel
Em final de Verão.
Toda a flor
Tem um dia sim e um dia não!
Entra num cabriolet
E descompõe-se.
Só o cão
É que não!
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Nuvens Nefastas
Não procuro a solidão
Invocando a ordem estética
Ou a natureza antropológica,
Nem me refugio na metáfora da montanha,
Nem nas esconsas grutas escavadas na Utopia.
Isto só cria monstros…
Feitos de sombras esquizofrénicas
Manietando a realidade
Sobre volumes de cadáveres.
Num desses bares comodamente
Sentados, vejo Hitler e Estaline
Jogando xadrez escudados
Nas últimas cenas operáticas
Redentoras de nacionalismos
Resgatados de um subconsciente
Morto ou adormecido.
Pressinto-os rodeados por toda
Uma pilha livresca construída
Sobre o empurrão à selecção natural
E secundado pelo super homem.
Um joga a pedra de sangue
Do seu próprio povo, o outro
Move a carcaça da sua suposta
Raça, e neste jogo assassino
Cada um tenta o maior número
De mortos para se declarar vencedor
Nos arrufos desta memória nefasta
Surgem novos profetas e arquitectos
E novas nuvens negras já se formam
No horizonte.
Invocando a ordem estética
Ou a natureza antropológica,
Nem me refugio na metáfora da montanha,
Nem nas esconsas grutas escavadas na Utopia.
Isto só cria monstros…
Feitos de sombras esquizofrénicas
Manietando a realidade
Sobre volumes de cadáveres.
Num desses bares comodamente
Sentados, vejo Hitler e Estaline
Jogando xadrez escudados
Nas últimas cenas operáticas
Redentoras de nacionalismos
Resgatados de um subconsciente
Morto ou adormecido.
Pressinto-os rodeados por toda
Uma pilha livresca construída
Sobre o empurrão à selecção natural
E secundado pelo super homem.
Um joga a pedra de sangue
Do seu próprio povo, o outro
Move a carcaça da sua suposta
Raça, e neste jogo assassino
Cada um tenta o maior número
De mortos para se declarar vencedor
Nos arrufos desta memória nefasta
Surgem novos profetas e arquitectos
E novas nuvens negras já se formam
No horizonte.
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